Prestes a estrear no Sesc Palladium no dia 30 de maio, a publicação expositiva “ENTRE: histórias e caminhos” é fruto de uma criação coletiva de artistas, fotógrafos, profissionais e alunos do audiovisual durante a oficina ND, realizada pela NITRO. Nesta entrevista com a artista plástica Ariene Reis, falamos sobre o processo criativo da exposição e como foi fazer parte dessa história.
A mão na massa e a entrega de um produto final (em um curto espaço de tempo) são características conhecidas da ND. Mas para você, que acabou de participar da oficina: o que mais chamou sua atenção?
Senti que desde o primeiro momento estivemos confortáveis para trabalhar em coletivo. A liberdade foi tamanha que o aquário do Sesc Palladium se tornou uma casa-ateliê, possibilitando que as ideias fluíssem a partir de uma base proposta pela Nitro e pelo Vitor em relação ao espaço, à arquitetura e suas possibilidades.
Cada palavra que era colocada na mesa ia sendo moldada a partir das outras ideias, demonstrando o encaixe do grupo. É interessante perceber que tudo isso se deu por meio de uma estrutura firme para que os outros caminhos pudessem se estabelecer. E por mais que o prazo fosse reduzido, o trabalho realmente foi coletivo, orgânico e livre.

A exposição “ENTRE: histórias e caminhos” foi criada de forma coletiva. Conte pra gente como foi a experiência de criar uma mostra de artes visuais, em especial, o formato inovador de “publicação expositiva”.
Participar da ND e da publicação expositiva ENTRE me trouxe uma ideia de expansão na percepção de que tudo que estava sendo criado caminharia ainda mais, a partir de outras percepções, já que muitas pessoas vão passar por aqueles espaços. Esse trabalho cria, de fato, mais pernas, mais braços para chegar a outros lugares.
Foi uma experiência muito bacana entender que o que estava sendo feito teria muito mais tempo para ser observado, teria outros olhares, presenças e continuidade. E essa ideia de continuidade me deu uma vontade ainda maior de construir e apreciar os desafios de criar também em outras linguagens.

Para criar a exposição, a ND reuniu gente do texto, do audiovisual, artistas e designers. De que maneira essa pluralidade contribuiu para o resultado final da mostra e como o público pode perceber o valor dessa diversidade na exposição?
A pluralidade de ideias fortaleceu o nosso trabalho e esse é um ponto que, acredito, o público vai se identificar. Inicialmente pelo seu gosto, pelo que se sente, vendo como espelho as diferentes formas de expressão. Começamos pelo que a gente reconhece, mas podemos encontrar pelo caminho outras formas de nos reconhecer.
Virando as páginas ou caminhando pela exposição, o público pode ir além desse impacto inicial provocado pelas fotografias, pelos textos. Poderá mergulhar nas criações, na organização desse projeto e em outras formas de perceber os elementos – e assim abrir caminhos para os outros espaços, outros olhares, expandindo o próprio gosto.