A NITRO fez parte da estratégia de comunicação que reviveu pequenas e grandes histórias brasileiras
Pensar em “centenário” por si só é instigante. É memória, mas também é presente. Abarca inúmeras transformações e permanências; traz a ideia de solidez e, acima de tudo, de humanidade: a grande protagonista de boas histórias. E foi exatamente a humanidade que pautou a estratégia de comunicação dos 100 anos da ArcelorMittal no Brasil.
A presença da empresa na vida das pessoas – como parceira das grandes e das pequenas histórias do país – foi o tema que guiou a campanha, da qual a NITRO foi convidada a participar, ou melhor, a pensar junto, como relata Leo Drumond. (Vale lembrar que o mote da ArcelorMittal fez ainda mais sentido para Drumond, que vivia uma grande história com o nascimento do seu filho, o Max.)
“Estivemos presentes desde as ideias iniciais, no começo de 2021. A partir do mote das grandes e pequenas histórias, criado pelo então gerente de comunicação Cristiano Cunha, sugerimos a produção de uma websérie, de um livro e a edição especial do Projeto Moradores, que foi realizado de forma paralela, pela Fundação ArcelorMittal.”
Mais que um projeto sobre uma grande indústria, foi um projeto sobre gente, o que tem tudo a ver com a NITRO. “Ouvir histórias e traduzi-las em diferentes suportes é o que fazemos de melhor. E nesse projeto pudemos usar vários recursos, como o audiovisual, o livro, a exposição de fotos e o filme do Moradores”, conta Leo Drumond.

Websérie
A NITRO começou pela websérie – foram cinco episódios gravados em São Paulo, Rio de Janeiro, na região do Vale do Rio Doce e em João Monlevade, em Minas. “Tivemos total liberdade, até para pensar nos personagens, colaboradores que têm suas histórias de vida ligadas à Arcelor. De gerações que atuam na empresa por décadas, como a de Vander Ferraz Neves, seu pai Gilson e seu avô Geraldo; ou da Tatiana Nolasco, a primeira mulher a liderar uma unidade industrial da empresa.”
Foi uma produção grande, envolveu cerca de 15 profissionais em campo, viagens, equipamentos. E um cronograma apertado: somente duas semanas para a captação das entrevistas e imagens. “Não consegui acompanhar as gravações, pois estava perto do meu filho nascer e o Gustavo Nolasco assumiu a direção. Como toda produção grande, tivemos perrengues, mas no final deu tudo certo e o trabalho ficou lindo.”

100 páginas de uma história
Quando a websérie entrou para o processo de edição, a produção do livro “ArcelorMittal 1921 | 2021” foi iniciada. A NITRO tinha apenas dois briefings: se pautar pela linha do tempo da empresa e fazer um livro com exatas 100 páginas. “Novamente tivemos total liberdade para criar o conceito gráfico, na verdade fomos convocados a trazer algo novo em termos de design e acertamos muito. O livro, feito em parceria com a designer Fabiana Ferraresi, ficou lindo, é uma obra que impacta, que foge aos modelos tradicionais de livros corporativos, tem um design impactante, vem numa caixa. Todo mundo ama.”
“É um dos trabalhos mais simbólicos da nossa história”, ressalta Leo Drumond. “Esse projeto mostrou a nossa capacidade de entrega, de estrutura, de organização e sensibilidade. E o retorno do público foi muito positivo, foi um marco. E também tivemos o reconhecimento dos nossos pares, já que a campanha foi vencedora do Prêmio Aberje.”

Moradores em Sabará
Em dezembro de 1921, a pequena Sabará, em Minas Gerais, se tornou uma das principais referências da siderurgia mundial: nascia na cidade a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, a primeira usina integrada da América Latina. Desde então, essa história permanece no imaginário da população, como mostrou o Projeto Moradores, realizado como parte das celebrações dos 100 anos da empresa no Brasil.
Como Sabará foi uma das primeiras vilas de Minas Gerais, ela sempre esteve nos planos do Projeto Moradores, que começou com foco nas cidades históricas do estado. “Estivemos no Serro, em Ouro Preto e Mariana. E nosso sonho era produzi-lo em Sabará, mas nunca conseguimos, até receber o convite da Fundação ArcelorMittal, o que nos deixou muito felizes”, conta Gustavo Nolasco.
Para Nolasco, a empresa extrapola sua planta industrial e está presente nos esportes e na cultura de Sabará. Um exemplo é o principal time de futebol da cidade, e um de seus grandes patrimônios: o Esporte Clube Siderúrgica, que nasceu dentro da ArcelorMittal.
“Com o Projeto Moradores conseguimos humanizar a relação entre o povo de Sabará e a empresa. São laços fortes de carinho que saíram das páginas da história e foram revividos pelos participantes. No meio do caminho tivemos desafios, já que estávamos no finalzinho da pandemia, mas mostramos como a cidade é uma referência de identidade, de tradição, de arquitetura, sem perder seu jeito de cidadezinha do interior. Mostramos, ainda, como a Arcelor está presente nessa história”
