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O audiovisual traduz em emoção, narrativa e experiência o que o saber popular representa: identidade, origem, história e pessoas

 

 

Uma das expressões culturais mais simbólicas do Brasil, as bonecas do Vale do Jequitinhonha são de uma riqueza imensurável. Representam a expressão de um povo, sua identidade, seus saberes e mais: são um nobre ativo econômico para fortalecer a imagem do território, de suas artesãs e artesãos. Para falar da estratégia territorial – Vale do Jequitinhonha, que contou com a participação da NITRO, convidamos a analista do Sebrae Minas, Amanda Guimarães Guedes.

 

A estratégia territorial – Vale do Jequitinhonha foi a primeira iniciativa, em Minas Gerais, a exaltar origem, tradição e o design para diferenciar produtos, promovendo visibilidade a artesãs e artesãos locais. Como surgiu essa iniciativa e qual sua importância hoje, inclusive para reconhecer e fortalecer outros saberes, além do artesanato?

A estratégia territorial Vale do Jequitinhonha surgiu a partir da iniciativa do Sebrae Minas de valorizar a identidade dos territórios como diferencial competitivo, reconhecendo que origem, história e saberes tradicionais são ativos econômicos e culturais.

No Vale do Jequitinhonha, o artesanato em barro já carregava forte reconhecimento simbólico, mas ainda precisava ser estruturado como posicionamento de mercado, com narrativa, design, qualificação de produtos e comunicação alinhados à sua autenticidade.

Foi desenvolvida, então, uma estratégia para apoiar a transformação dessa riqueza cultural em valor percebido, fortalecendo a imagem do território e o senso de pertencimento das comunidades, ampliando a visibilidade das artesãs e artesãos e conectando tradição com mercados de maior valor agregado.

 

 

De que maneira a estratégia do Sebrae contribui para o reconhecimento das bonecas do Vale, indo além do seu território, e para a sua preservação?

As bonecas do Vale constituem uma das expressões mais emblemáticas da cultura popular brasileira, pois traduzem, em formas e cores, histórias de vida, cenas do cotidiano, afetos e, sobretudo, a força criativa das mulheres artesãs da região.

A estratégia territorial desempenhou papel estratégico ao reposicionar essas peças no mercado e no imaginário coletivo, apresentando-as não apenas como artesanato, mas como bens culturais dotados de identidade, origem e significado. Ao evidenciar as narrativas das artesãs, valorizar os modos de fazer e destacar a relação entre território, tradição e criação, a iniciativa ampliou a visibilidade e o reconhecimento das bonecas em âmbito nacional e internacional.

Além de fortalecer sua imagem, a estratégia contribui diretamente para a preservação dos saberes tradicionais, ao promover geração de renda e incentivar a sucessão entre gerações.

 

 

Ao lado do Sebrae Minas, a Nitro esteve envolvida em uma série de criações para a estratégia territorial – Vale do Jequitinhonha. Qual é o papel do audiovisual para fortalecer uma iniciativa como essa e também para contribuir para a permanência do seu valor?

O audiovisual é uma ferramenta estratégica para traduzir em emoção, narrativa e experiência aquilo que a estratégia territorial Vale do Jequitinhonha representa: identidade, origem, história e pessoas.

Por meio dos registros audiovisuais, é possível dar rosto às artesãs e artesãos, mostrar os processos de criação, o território, os saberes transmitidos entre gerações e a profundidade cultural que existe por trás de cada peça.

Além de promover visibilidade, o audiovisual constrói memória, documentação e legado, assegurando que esses saberes sejam reconhecidos hoje e preservados para o futuro. Para o Sebrae Minas, ele é um instrumento essencial de valorização cultural, posicionamento de mercado e fortalecimento da economia criativa dos territórios.

 

 

 

 

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